
quarta-feira, 16 de março de 2011
Dor de Amor

quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Paixão. Viver. Amor.

Surfando Karmas e DNA - Engenheiros do Hawaii
Vivemos em um mundo de mutações, onde quem é diferente, é estranho. A sociedade criou modelos e nos obriga a seguir; perderam-se os conceitos.. ninguém mais ajuda ninguém. Ser sincero é ser arrogante, insensível! A verdade agora é coisas pra poucos, pra fortes. E no que se diz a respeito do amor? Por onde anda? Será que ainda existe? Ah! Achamos o outro perfeito, dizemos que encontramos a pessoa certa, nos sentimos confiantes o suficiente pra que haja sexo, e dizemos que é amor! Enquanto o amor verdadeiro surge de corações sinceros, que vêem e aceitam os defeitos alheios, que amam a si e esperam o tempo que for, pois o desejo é algo carnal demais para um sentimento tão puro! Amor não é paixão, nem nunca vai ser.. pode ser que uma paixão torne-se amor, mas o amor nunca se tornará paixão! Não espero me tornar perfeita, nem espero que você se torne. Só espero que sejamos racionais o bastante para saber amar, errar e perdoar.
domingo, 25 de julho de 2010
Sobrevida

quinta-feira, 1 de julho de 2010
Ainda Sinto Seu Perfume No Vento
Era tarde da noite, quase madrugada e eu ainda estava em sua casa, sua cabeça tombada em meu colo, suas lágrimas a molhar minhas calças, o assassinato havia acontecido ontem e eu tentava fazer com que você me contasse a realidade sobre esse mistério, mas só depois que ficamos sozinhos em seu quarto, você se ergueu, fitou meus olhos por um instante e começou a me contar a verdade sobre Julie:
- Estávamos deitados no quarto dela, em mais uma tarde de inverno, Julie estava recostada em meu peito e eu podia sentir o calor que vinha de sua pele, conversávamos sobre o começo de nosso relacionamento e o quanto ele ficara monótono com o passar do tempo, ela dizia que talvez se déssemos um tempo tudo voltaria a ser como antes, mas eu não concordava, pois tinha certeza que se acontecesse isso a perderia para sempre e eu não suportaria vê-la com outro. Não! Julie era minha e tinha que ser sempre assim. Mas enquanto ela falava sobre o nosso intervalo, crescia em mim um ódio, era como se o amor da minha vida estivesse me traindo e eu a amava demais para perdê-la assim. Então começamos a discutir, mais uma vez, Julie começou a chorar e pediu para que eu fosse embora. Vim para casa, e a cada segundo sentia mais raiva de Julie, por ela não sentir mais o mesmo amor por mim, e me odiava também, por não ser bom o suficiente para ela. Deitei em meu quarto, tentei dormir e esquecer tudo, mas foi em vão! Em minha mente só via Julie nos braços de outro, e então tomei uma decisão.
Agora suas lágrimas estavam incontroláveis e você mordia os lábios de uma forma agressiva, seus olhos estavam fixos e as lembranças pareciam ser passadas em sua mente como em um filme. Você apertou minhas mãos entre as suas e levou-as à sua cabeça, que se abaixa em gesto de culpa.
- Continue John. – eu lhe digo com olhar de súplica.
Você torna a fitar meus olhos e então recomeça, entre lágrimas e soluços:
- Naquela manhã clara, o vento soprava forte, e eu decidi que seria o momento, então liguei pra Julie e pedi que me encontrasse no alto da cidade, onde costumávamos ver o pôr-do-sol. Peguei meu casaco, a arma do meu pai, e fui ao seu encontro, aquele seria nosso último momento. Chegando lá, ela olha para mim com a tranqüilidade de sempre, como se estivéssemos em nosso primeiro encontro, eu olho em seus olhos, sorrio para ela e a levo em direção da pedra mais alta, onde foi nosso primeiro beijo, e então beijei sua testa, abracei-a, tirei a arma do bolso da jaqueta e encostei-a no seio esquerdo de Julie. Ela olhou assustadamente em meus olhos e então perguntou o que eu estava fazendo, mas desabou em prantos quando viu que não restavam alternativas, pois eu estava domado pelo ódio. Julie tentou suplicar, mas suas últimas palavras foram “eu te amo John”, e sua frase foi interrompida pelo som de dois tiros em seu coração, seguidos de mais três na mesma região. Julie caiu em meus braços, seu sangue respingou em minha jaqueta, eu me ajoelhei para fechar seus olhos e disse “se você não pode ser minha, não será de mais ninguém meu amor”. E essa foi a última vez que vi seu olhar, que naquele momento expressava medo ao invés de amor, aflição no lugar da paixão. Virei-me de costas e saí daquele lugar, deixando a pessoa que mais amei ali, caída no chão, sem vida sobre uma poça de sangue. Até aquele momento eu não tinha noção do que fiz, pensava ter matado o amor, e matei a mim mesmo, mas sentia-me aliviado por isso, então só quando as imagens de Julie se passaram em minha mente e eu recordei o quanto ela sorria a me ver após suas aulas, eu me dei conta do que causei. Entrei em desespero e voltei onde Julie estava, seu corpo ainda no mesmo lugar, segurei seus ombros e beijei seus lábios gélidos, disse que a amava e coloquei a aliança que a daria em nosso aniversário de namoro em suas mãos desfalecidas, mas agora era tarde, Julie estava morta e eu jamais a teria novamente, mas eu ainda sentia seu perfume no vento que secava minhas lágrimas, foi então que pensei no crime que cometi, eu agora era um assassino. Comecei a correr em direção a minha casa, as lágrimas no rosto, e me tranquei em meu quarto. Não conseguia parar de pensar em Julie e no quanto ela me amava, ela fez de tudo para estarmos bem e eu não reconheci, ela queria viver ao meu lado e ter um futuro comigo, mas eu não permiti! Nunca me perdoarei por tirar a vida de que mais amei; mas agora Laura, eu preciso ficar sozinho, e quero que você saia daqui.
Eu estava chorando após saber de tudo aquilo, de ver o sofrimento em seu olhar e não poder fazer absolutamente nada, então, calada saí de sua casa cabisbaixa, não queria acreditar no que acabara de ouvir, aquilo não poderia ser real.
E então a noite passa, e de manhã quando volto à sua casa, vejo todo o tumulto, tento entrar em seu quarto que está interditado e vejo você, morto, ao chão, com um tiro na cabeça, e em sua mão, a aliança que também era encontrada entre os dedos de Julie. E para minha surpresa, você me deixou uma carta, onde dizia que tamanho foi o arrependimento, que você preferiu ir ao encontro de Julie, para dizê-la que você tentou matar o amor que o fazia sofrer, mas que ele continuava em você, e continuaria a existir junto do perfume dela no vento, perpetuamente no tempo.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Existência

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